Ingredientes
Se existe um procedimento de skincare que tem o poder de transformar a textura e luminosidade da pele de forma rápida e consistente, esse procedimento é a esfoliação química. Mais gentil do que a esfoliação física com grãos, mais eficaz e mais precisa — os ácidos exfoliantes são hoje um dos pilares das rotinas de skincare modernas. Mas com tantos tipos, concentrações e siglas no mercado, por onde começar?
Esse guia vai desmistificar os AHAs, BHAs e PHAs, explicar para que serve cada um, como usar com segurança e como incorporá-los na sua rotina sem errar.
A esfoliação química usa ácidos orgânicos para dissolver as ligações entre as células mortas da pele (desmossomos), permitindo que elas se soltem mais facilmente e a renovação celular aconteça mais rápido. Diferente da esfoliação física (com grãos ou panos abrasivos), ela não envolve atrito mecânico — é uma reação química suave que age na superfície e, dependendo do ácido, nas camadas mais profundas da pele.
Os AHAs são solúveis em água e agem principalmente nas camadas superficiais da pele. São os mais indicados para tratar textura irregular, manchas, opacidade e linhas finas superficiais. Os principais são:
O BHA mais comum é o ácido salicílico. Diferente dos AHAs, ele é lipossolúvel — dissolve-se em gordura, o que significa que consegue penetrar dentro dos poros, dissolvendo o sebo e as células mortas que formam cravos e espinhas. É o ácido mais indicado para pele oleosa e com tendência acneica.
Concentrações de 0,5-2% são as mais comuns em cosméticos sem prescrição. Em 2%, tem eficácia anti-acne comprovada comparável a alguns antibióticos tópicos.
Um estudo de 12 semanas comparando ácido salicílico a 2% com eritromicina a 2% no tratamento de acne mostrou eficácia similar — com a vantagem do ácido salicílico não gerar resistência bacteriana, que é um problema crescente com o uso de antibióticos tópicos.
Os PHAs (gluconolactona, ácido láctonobiônico) são a evolução dos AHAs — mesma ação esfoliante, mas com moléculas maiores que penetram mais lentamente e causam muito menos irritação. São considerados os mais seguros para peles sensíveis, rosácea e pessoas que não toleram AHAs ou BHAs convencionais. Também têm propriedades antioxidantes e hidratantes adicionais.
Comece com 1-2 vezes por semana e observe como a pele responde. A maioria das peles tolera bem 2-3 vezes por semana. Peles sensíveis podem precisar de frequência ainda menor ou preferir PHAs. Nunca use na mesma noite com retinol — alternating nights é a abordagem correta.
Os ácidos exfoliantes aumentam a fotossensibilidade da pele — a camada de células mortas removida também atuava como barreira contra o UV. Use protetor solar FPS 50 rigorosamente no dia seguinte à esfoliação, e de preferência evite usar ácidos na véspera de exposição prolongada ao sol.
💡 Dica prática: Para saber se está usando ácido demais: se sua pele fica vermelha, descama excessivamente ou fica sensível após usar, você está exagerando na frequência ou concentração. Reduza para uma vez por semana e aumente gradualmente. A pele tolerante ao ácido é construída ao longo de semanas, não dias.
Gestantes e lactantes devem evitar ácido retinóico e salicílico em altas concentrações (consulte o médico); concentrações baixas de AHAs geralmente são consideradas seguras, mas sempre com orientação médica. Peles com feridas ativas, eczema em crise ou rosácea severa devem evitar ácidos até a condição estar controlada. Para todas as situações de dúvida, consulte um dermatologista.
A esfoliação química, feita corretamente, é uma das ferramentas mais poderosas para transformar textura, luminosidade e uniformidade da pele. Com o ácido certo para seu tipo de pele, na concentração e frequência adequadas e com proteção solar rigorosa, os resultados aparecem em semanas e se acumulam ao longo dos meses.
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